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A
22 verbetes
Magia Cerimonial — RenascimentoA.01
Agrippa, Heinrich Cornelius
Humanista e autor alemão do século XVI cuja De occulta philosophia sistematizou astrologia, filosofia natural, Cabala cristã e magia ritual.
Sua obra foi decisiva para a magia erudita renascentista e para recepções ocultistas posteriores.
Cidade fundada por Alexandre em 331 a.C. que se tornou um dos principais centros políticos, comerciais e intelectuais do Mediterrâneo helenístico e romano.
É central para compreender os encontros culturais do Egito greco-romano, mas nem todo texto greco-egípcio pode ser localizado diretamente na cidade.
Conjunto histórico de práticas, teorias e linguagens sobre transformação da matéria, investigação da natureza e, em certos contextos, transformação espiritual.
A alquimia mudou profundamente entre Egito helenístico, mundo árabe, Europa latina e esoterismo moderno.
Expressão moderna usada para formas de magia ritual, filosófica ou iniciática apresentadas como voltadas a conhecimento, transformação ou relação com o divino.
O termo não corresponde a uma categoria histórica única e costuma sobrepor-se a “Magia Cerimonial”.
Ordem iniciática fundada por Aleister Crowley e George Cecil Jones no início do século XX, concebida como sistema de treinamento espiritual e mágico por graus.
Seu currículo combina elementos de yoga, Cabala, magia cerimonial e Thelema; não deve ser confundida com a O.T.O.
Título latino convencional da obra de Jâmblico conhecida em grego como Resposta a Porfírio, importante para compreender a defesa filosófica da teurgia.
O texto discute ritos, símbolos, divindades e mediação ritual no platonismo tardio.
Instrumento simbólico ou operativo presente em vários sistemas cerimoniais modernos, associado a autoridade, separação, ar ou força conforme a tradição.
Correspondências e formas variam entre grimórios e ordens modernas.
Documento, objeto, inscrição, manuscrito ou testemunho produzido no período ou contexto estudado e utilizado como evidência direta.
A classificação depende da pergunta de pesquisa: uma tradução renascentista pode ser fonte primária para o Renascimento e secundária para um texto antigo.
Ordem esotérica britânica fundada em 1888 que sistematizou Cabala, tarot, astrologia, alquimia e magia ritual em um currículo graduado.
Sua influência sobre o ocultismo moderno foi ampla, mas ela não representa continuidade institucional direta com o Egito antigo ou o Hermetismo greco-egípcio.
Transliteração convencional de km.t, um nome egípcio para o Egito frequentemente interpretado como “Terra Negra”.
No uso moderno, “Kemet” também aparece em movimentos religiosos e identitários contemporâneos, que devem ser distinguidos do emprego filológico antigo.
Sistema linguístico registrado nos diários de John Dee e Edward Kelley, associado às chamadas e comunicações angelicais.
Sua gramática e vocabulário são estudados a partir dos manuscritos; interpretações religiosas sobre sua origem pertencem ao contexto das experiências de Dee.
Movimento mágico contemporâneo surgido no final do século XX, conhecido por pragmatismo, sigilos, estados de gnose e uso flexível de sistemas de crença.
Desenvolveu-se em diálogo crítico com formas tradicionais de magia cerimonial e ocultismo.
Expressão ampla para contextos de língua árabe nos quais textos filosóficos, astrológicos, alquímicos e herméticos foram traduzidos, produzidos e reinterpretados.
Não corresponde a um único centro ou tradição e inclui autores, regiões e períodos muito diferentes.
Categoria histórica ligada a correntes esotéricas modernas dos séculos XIX e XX que sistematizaram magia, Cabala, espiritismo, teosofia e outras disciplinas.
Não é sinônimo de Hermetismo antigo; o ocultismo frequentemente reutiliza materiais antigos em novas sínteses.
Período cultural europeu dos séculos XIV–XVI marcado, entre outros fenômenos, por humanismo, recuperação de textos antigos e novas sínteses filosóficas.
A tradução latina dos Hermetica por Ficino integrou esse movimento e reconfigurou a imagem de Hermes Trismegisto.
Termo associado a práticas religiosas e filosóficas do platonismo tardio destinadas à aproximação ou participação no divino por meio de ritos e símbolos.
O uso moderno em magia cerimonial amplia e reorganiza essa herança; contexto histórico é indispensável.
Nome da letra hebraica י, a décima do alfabeto hebraico.
Em Cabala Hermética, letras hebraicas são associadas a caminhos, nomes e correspondências; essas associações pertencem a sistemas históricos específicos.